Caio Ferreira e Emmanuel Chaves • 22 dez 2023
Comparativo Entre Modelos de Linhas de Transmissão no Software ATPDraw
O estudo comparativo entre modelos de linhas de transmissão para análise de transientes destaca diferenças cruciais em tensão de pico e período de oscilações. A escolha do modelo depende das prioridades do sistema, influenciando aplicações práticas e decisões no planejamento.
INTRODUÇÃO
A eficiência e confiabilidade de sistemas elétricos dependem, em grande parte, da precisão dos modelos utilizados para caracterizar fenômenos transitórios em linhas de transmissão. No âmbito deste estudo, concentramo-nos na análise comparativa de três modelos amplamente empregados em programas de simulação EMTP (Electromagnetic Transient Program). Os modelos em questão, denominados J. Marti, Bergeron e Pi, são aplicados para investigar os impactos específicos em estudos relacionados à propagação de ondas transitórias em linhas de transmissão.
A propagação de ondas transitórias em linhas de transmissão é um aspecto crítico na compreensão e otimização do comportamento de sistemas elétricos durante faltas. Este estudo visa explorar as diferenças fundamentais entre os modelos J. Marti, Bergeron e Pi no momento de chaveamento de uma linha longa. Ao analisar o comportamento desses modelos, particularmente em relação à velocidade de propagação, atenuação e características modais, buscamos oferecer insights valiosos para a seleção apropriada de modelos em estudos de fenômenos transitórios.
A compreensão detalhada das nuances entre esses modelos é crucial, uma vez que influenciam diretamente a precisão das simulações e, por conseguinte, a tomada de decisões no planejamento, operação e manutenção de sistemas elétricos. À medida que adentramos neste estudo comparativo, abordaremos as características distintas de J. Marti, Bergeron e Pi, proporcionando uma base sólida para escolhas adequadas para o modelamento de linhas de transmissão.
SIMULAÇÕES
Implementamos no software ATPDraw o mesmo circuito alterando-se apenas o modelo da linha de transmissão e considerando para análise o chaveamento em 0,2 segundos de uma linha longa (200 km). Os resultados obtidos podem ser verificados nas figuras abaixo.







ANÁLISES DAS SIMULAÇÕES

Tensão de Pico na Fase A:
Bergeron apresentou a maior tensão de pico (347 kV), seguido por J. Marti (345 kV) e, por fim, Pi (339 kV).
A diferença nas tensões de pico entre os modelos pode ter implicações significativas na avaliação da robustez do sistema elétrico contra eventos transitórios.
Período das Oscilações:
J. Marti exibiu o menor período de oscilações (0,15 s), enquanto Bergeron e Pi compartilharam um período de 0,3 s.
A variação nos períodos sugere diferentes características dinâmicas nos modelos, o que pode influenciar a resposta do sistema elétrico a perturbações transitórias.
Eficiência e Escolha do Modelo
A escolha do modelo ideal dependerá das prioridades do sistema elétrico. Se a ênfase estiver na minimização do período das oscilações, o modelo J. Marti pode ser preferível. O modelo Pi compartilha um período de oscilações semelhante ao modelo Bergeron, o que pode indicar uma eficácia em certos cenários, principalmente em linhas curtas (parâmetros concentrados de linhas de trasnmissão).
Considerações para Aplicações Práticas
A compreensão das características específicas de cada modelo é essencial para aplicações práticas, como planejamento, operação e manutenção de sistemas elétricos. A análise comparativa fornece insights valiosos para a seleção apropriada de modelos com base nas necessidades específicas do sistema e nos conflitos entre tensão de pico e período das oscilações. A realização de simulações e comparações podem orientar a escolha do modelo mais adequado para diferentes contextos e requisitos específicos do sistema elétrico em questão.
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